Energia solar reduz custos com bandeiras tarifárias

A constante alteração nas bandeiras tarifárias vem causando dores de cabeça a diversos brasileiros. Com as mudanças que podem ocorrer mensalmente, fica difícil ter uma previsibilidade nas contas de energia a médio e longo prazo. Para fugir da variação de preços, a energia solar é uma ótima opção. A garantia foi dada pelo engenheiro elétrico Hugo Andrade, sócio da empresa Teto Solare, durante entrevista à Radio 92.3 FM, na tarde desta sexta-feira (08).

“Quem consome a energia elétrica repassada pelas concessionárias não conseguirá fugir das bandeiras tarifárias. Mesmo que economize nos meses de bandeira amarela e vermelha, o acréscimo da tarifa ainda virá na conta. Entretanto, instalar um sistema de geração solar pode ser uma alternativa, já que pode reduzir em até 90% a conta de luz. Para isso, é primordial buscar uma empresa que seja referência no setor a fim de efetuar com segurança todos os trâmites necessários para a instalação de um sistema fotovoltaico de energia solar”, revelou.

Hugo Andrade fez a declaração durante participação no quadro “O Especialista”, do programa Na Hora, onde o engenheiro elétrico costuma tirar dúvidas de ouvintes e orientar consumidores sobre sistema de geração solar.

Entrevistado pelos apresentadores Isaías Rocha e Flavio Chocolate, o executivo da Teto Solare afirmou que a empresa é referência neste mercado no Maranhão e conta com profissionais periodicamente atualizados. Segundo ele, a empresa acompanha desde o estudo de viabilidade até a concepção do projeto.

CONFIRA A ENTREVISTA:

 

Fonte: http://www.radionoticiamaranhao.com.br

No Nordeste, cresce investimento em energia renovável

Centenas de operários trabalham em ritmo acelerado para colocar em operação o primeiro complexo eólico do Maranhão. Localizado entre os municípios de Barreirinhas e Paulino Neves, com investimento de 1,5 bilhão de reais da Ômega Energia, os 96 aerogeradores, com potência de 220 megawatts, deverão marcar o início de uma série de projetos do setor no estado.

Outros dois complexos eólicos deverão ser erguidos em breve no Maranhão, cujo governo busca atrair fornecedores de equipamentos, com destaque para a montagem de painéis fotovoltaicos, de olho no interesse de investidores em potencial.

Para aproveitar a linha de transmissão construída para escoar a energia do parque eólico, em área de 100 hectares, várias empresas têm estudado a instalação do primeiro parque solar do estado, que poderá somar mais de 500 milhões de reais em investimentos, destaca o secretário maranhense de Indústria, Comércio e Energia, Simplício Araújo.

Em um momento de crise aguda, o investimento pode responder por mais de mil empregos.
Quem percorre de carro o interior e o litoral dos estados nordestinos depara-se com dezenas de parques eólicos e solares.

Energia
Parque de energia solar na Bahia (Foto: Carla Ornelas/GovBA)

Juntos, eles vão representar mais de 30 bilhões de reais em investimentos até o fim da década e posicionarão o Brasil entre os dez maiores geradores eólicos do mundo. A força dos ventos e do sol tem criado empregos, se convertido no maior vetor de investimentos da região e ampliado a segurança no abastecimento energético, essencial em decorrência da seca prolongada.

Em julho, a produção eólica respondeu por 12,6% de toda a energia demandada ao Sistema Interligado Nacional. No Nordeste, bateu-se um recorde: 64,2% da energia consumida na região, no último dia 30 de julho, foi proveniente dos ventos. Até 2008 e 2009, o suprimento energético era feito pelas fontes hidrelétricas, oriundas de usinas localizadas na Bacia do Rio São Francisco.

“O resultado tem sido excepcional, até porque a região é atingida por ventos excepcionais e razoavelmente constantes, o que proporciona capacidade de geração que se situa entre as melhores do mundo”, destaca Luiz Eduardo Barata, diretor-geral do Operador Nacional do Sistema.

Com ventos contínuos e intensos, as usinas eólicas nordestinas chegam a operar em boa parte do tempo com fator de capacidade superior a 60%, o dobro da média mundial. Por várias décadas, o Ceará importava energia do sistema interligado. Com a construção de usinas eólicas nos últimos anos, o segmento passou a responder por um terço da matriz elétrica estadual e possibilitou ao estado exportar energia. Mas não é um caso isolado.

A capacidade instalada em energia eólica no Brasil alcança, atualmente, 11,7 gigawatts, perto de 7,5% da matriz nacional. Pouco mais de 80% dessa potência (9,6 gigas) está localizada em projetos no Nordeste. O Rio Grande do Norte, a Bahia e o Ceará produzem 7 gigawatts por meio de usinas instaladas. O volume só tende a crescer.

No momento, os parques em construção ou contratados no Brasil somam 6,31 gigas, e mais de 90% dessa carga sairá de projetos nordestinos, com destaque para a Bahia, com 3,4 gigas de usinas a serem instaladas nos próximos anos. Até 2020, o estado se tornará o mais produtor de energia eólica do País.

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Zorzoli, da Enel. Transferência de tecnologia é um caminho a seguir

Uma das maiores empresas do setor, a CPFL Renováveis tem 2,1 gigawatts de capacidade instalada em projetos de energia elétrica. Desse total, 1,3 giga provém de usinas eólicas com mais de 85% instalados no Ceará e Rio Grande do Norte. Em carteira são outros 2 gigas no Rio Grande do Norte, em Pernambuco e na Bahia. Cerca de 600 megawatts em projetos solares na Bahia também estão em carteira.

A empresa aguarda os detalhes do leilão de energia solar para analisar sua participação. Hoje, a concessionária tem um projeto piloto de 1 megawatt instalado em São Paulo. “Há mais incertezas em energia solar do que na eólica.

Temos um fabricante de painéis fotovoltaicos no Brasil, então precisamos estudar o financiamento, se é feito aqui ou no exterior, e como reduzir a volatilidade cambial”, aponta Gustavo Sousa,  diretor-presidente da companhia.

O novo cenário de aperto fiscal e a nova política de financiamento do BNDES deverão levar as empresas a buscar outras opções de crédito. Um dos instrumentos podem ser as debêntures de infraestrutura. A CPFL Renováveis emitiu 250 milhões de reais em julho, pela primeira vez, com prazo de cinco anos, voltadas para investidores qualificados. “O mercado de capitais terá de ser mais acionado”, destaca Sousa.

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Araújo, secretário de Indústria do Maranhão. Estado deve ter em breve seu primeiro parque solar

A empresa também conversa com bancos sobre a emissão de debêntures incentivadas no mercado solar, preparando-se para quando ingressar com mais firmeza no segmento, mas ainda há pouco conhecimento sobre a fonte.“Falta o histórico de desempenho, qual o fator de capacidade dos projetos, pois a energia solar dá os primeiros passos, enquanto as usinas eólicas têm conhecimento extenso entre os financiadores.”

A Casa dos Ventos cadastrou 214 projetos eólicos para os leilões de energia nova “A-4” e “A-6”, com perto de 6,2 gigawatts em empreendimentos situados nos estados da Bahia, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte e Pernambuco, onde estão os recursos eólicos mais competitivos, de acordo com a companhia.

A empresa atuará como desenvolvedora, por meio de parcerias com investidores, para a maioria dos projetos cadastrados, bem como analisa a sua participação isoladamente em um empreendimento. “Continuamos fornecendo projetos competitivos para os principais players do mercado, ao mesmo tempo que buscamos expandir a nossa base de ativos operacionais por meio de investimentos proprietários”, afirma Lucas Araripe, diretor de Novos Negócios.

O potencial ainda é grande. Até 2026, segundo projeções da Empresa de Pesquisas Energéticas, órgão estatal de planejamento do setor elétrico, essa matriz terá expansão de 41 gigawatts, com predomínio das usinas eólicas e solares, que deverão responder por quase 19 gigas.

No início da década passada, um estudo apontou que o Brasil poderia chegar à potência instalada de 143 gigawatts em energia eólica, dez vezes mais do que a capacidade da usina de Itaipu, uma das maiores do mundo. Mas a medição baseava-se no uso de aerogeradores com altura inferior a 50 metros. Hoje são empregados equipamentos com mais de 100 metros. Quanto maior a altura, maior a velocidade dos ventos, o que amplia as possibilidades de exploração.

Novas tecnologias têm transformado o interior do Nordeste. Em setembro de 2015, em Tacaratu, no sertão de Pernambuco, um projeto pioneiro começou a gerar energia por meio da combinação de vários fatores: um parque híbrido explora turbinas eólicas, que podem gerar 80 megawatts, e placas fotovoltaicas, com potência instalada de 11 megawatts, o maior em operação no País. Juntas, as usinas, que consumiram mais de 600 milhões de reais, são capazes de gerar energia suficiente para abastecer 250 mil residências.

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Sousa, da CPFL Renováveis. Volatilidade do câmbio afeta energia solar

O governo de Pernambuco, que firmou convênios com a concessionária local e o Banco do Nordeste, pretende estimular a microgeração distribuída a pequenos negócios, selecionando fornecedores de equipamentos para as empresas interessadas em investir em painéis fotovoltaicos, que, por sua vez, poderão abater sua própria geração da conta de luz emitida pela companhia elétrica estadual. “Isso é uma garantia que reduz o risco de crédito e abre um enorme potencial”, acredita Luiz Cardoso Ayres Filho, secretário-executivo de Energia de Pernambuco.

O maior projeto brasileiro de energia solar é tocado pela italiana Enel, responsável por três parques solares na região. Em junho, o grupo deu início à operação do parque solar Lapa, na Bahia, com dois meses de antecipação em relação ao prazo estabelecido pela Agência Nacional de Energia Elétrica. O empreendimento, que soma 158 megawatts de potência, é o maior em operação. No leilão de energia de reserva de 2015, foram contratados os projetos Horizonte (103 megas) e Nova Olinda (292 megas), atualmente em fase final de construção.

“Apoiamos a transferência de tecnologia de parceiros europeus com fabricantes nacionais para desenvolvermos alguns equipamentos que não existiam aqui, impusionando a cadeia de suprimento, antes incipiente. No médio prazo, com o mercado crescendo, esses fabricantes poderão vir aqui e isso contribuirá para a queda dos preços dos equipamentos”, explica Carlo Zorzoli, presidente da Enel.

A partir de 2020, prevê-se a instalação de mil megawatts-pico, potência usada para a fonte, por ano. Em 2026, o País poderia deter 10 gigawatts-pico de centrais solares e 3,5 gigas de geração distribuída solar, de acordo com estimativas do Plano Decenal, ainda em fase de elaboração. “O Brasil tem um potencial muito grande em energia solar. Mas países como Alemanha e China têm mais de 10 gigawatts instalados e aqui não chega a 10% desse total”, observa Rodrigo Sauaia, presidente da Associação Brasileira da Energia Solar.

No início de agosto, os empresários do setor receberam boa notícia de Brasília. O governo estuda criar uma portaria para que as unidades a serem lançadas no programa Minha Casa Minha Vida nos próximos anos incorporem sistemas de energia solar. A expectativa é de que a portaria seja divulgada em breve.

Com entrega prevista de 400 mil unidades por ano de imóveis para a baixa renda, um mercado anual de 1,6 bilhão de reais poderá ser criado e contribuir para o adensamento da cadeia do segmento. “O Brasil tem capacidade para produzir inversores e módulos, mas microinversores ainda são importados e estão centrados nos Estados Unidos, Ásia e Israel. Assim, esses investimentos poderão contribuir para a atração de investimentos”, afirma Sauaia.

O País, que hoje tem pouco mais de 10 mil ligações de microgeração em residências e comércio, deverá ter mais de 800 mil daqui a uma década. O crescimento está no radar da SolarGrid, que tem participado de concorrências privadas de redes de educação e saúde interessadas em investir na instalação de painéis fotovoltaicos para produzir sua própria energia e reduzir a conta de luz.

No primeiro semestre de 2018, a empresa deve concluir 25 milhões de reais em investimentos para construir três plantas solares no norte de Minas Gerais, para abastecer cerca de 90 farmácias de uma rede de drogarias.

“Há outras concorrências que começam a surgir, como a de agências bancárias, e esse movimento deve se acelerar. Temos algumas concorrências de empresas no Nordeste”, diz Diogo Zaverucha, sócio da empresa. Se neste ano a movimentação do mercado corporativo ficar em 10 megawatts-hora-pico, em 2018 a capacidade pode ser dez vezes maior. O avanço das fontes eólica e solar, intermitentes, coincide com a mudança da matriz elétrica.

Enquanto isso, o governo sugere a privatização da Eletrobras, com destaque para a Chesf, que atua no Nordeste. Entre 2013 e 2018, é prevista a entrada de 20 mil megawatts de capacidade hídrica no sistema. Desses, 99% serão produzidos em usinas sem reservatórios. Os benefícios de investimentos do setor para outros segmentos, como navegação de rios, a captação de água ou a irrigação em bacias, ficarão mais restritos.

Original: https://www.cartacapital.com.br/especiais/nordeste/no-nordeste-cresce-investimento-em-energia-renovavel

Bahia é vice-líder do Nordeste em produção de energia pelos próprios consumidores

A Bahia é o segundo estado da região Nordeste do Brasil onde os próprios consumidores geram sua própria energia. A liderança é do Ceará que responde por 25% dos consumidores que geram a própria energia e detém 40% da potência instalada da Região. Neste mercado, o Estado contabiliza em torno de 100 empresas e mais de 2 mil empregos. A geração da energia por placas solares é a principal fonte da geração própria de energia.

“É um setor muito forte que tem dinâmica intensa, em geral, formado por pequenas e médias empresas”, destaca Joaquim Rolim, coordenador do Núcleo de Energia da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec). A geração distribuída tem crescido com taxas superiores a 100% ao ano, diz o gestor, e o Ceará acompanha o crescimento. É quarto lugar do País em potência instalada e sétimo em número de conexões.

Um dos fatores que têm contribuído para o salto do segmento é a queda nos custos dos equipamentos. Em 2017, o preço do material fotovoltaico reduziu cerca de 25%, explica Benildo Aguiar, presidente do Sindicato das Indústrias de Energia e de Serviços do Setor Elétrico do Estado (Sindienergia-CE). Além disso, o trabalho conjunto realizado entre poder público e entidades do setor gera ambiente de governança. “Tem proporcionado capilaridade mais forte e facilita o transcurso para quem quer investir em geração distribuída”.

A questão da tributação, porém, ainda é empecilho. Enquanto Minas Gerais, primeiro lugar do País em geração distribuída, isenta o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para geração até 5 megawatts (MW), no Ceará a isenção é até 1MW. “Estamos trabalhando para ver se conseguimos elevar para 5MW, o que faz com que novos investidores venham e a gente cresça três vezes mais do que o previsto”, reforça Benildo. Segundo ele, o setor vem crescendo em média 10% ao mês.

Para discutir o desempenho do Ceará no segmento, o Núcleo de Energia da Fiec promoveu ontem encontro com empresários do setor, Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), Sindienergia e Câmara Setorial de Energias Renováveis e a Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD).

Na reunião foi apresentado o 3º Congresso Brasileiro de Geração Distribuída (CBGD) que será em outubro, em Fortaleza. Na visão do presidente da ABGD, Carlos Evangelista, o Ceará tem condições de ser o primeiro colocado no País em geração distribuída. “Em termos de potência, o Ceará tem crescido mais que outros estados em grandes sistemas instalados acima de 1MW, que a gente chama de mini usinas”.

Como inovações do setor, Carlos aponta os avanços no sistema de armazenamento de energia, que permite acumular grande quantidade a um custo mais acessível. A outra inovação é a smart grid, rede inteligente que facilita o controle simultâneo do consumo de cada equipamento.

Revolução no setor energético é como avalia Jurandir Picanço, presidente da Câmara Setorial de Energias Renováveis, sobre o momento da geração distribuída. “Comparo à mudança que ocorreu da telefonia fixa para a móvel, porque as estruturas físicas do sistema elétrico vão ter de ser alteradas, já que qualquer local pode produzir energia em função da abundância do sol, com custos a cada ano mais reduzidos”.

Financie sua energia solar: é possível subsidiar até 100% do projeto

O desejo de gerar energia solar através do próprio telhado de casa, economizar na conta de luz e ainda contribuir com o meio ambiente está mais próximo dos baianos desde a primeira semana de abril, quando o governo federal anunciou em Brasília a liberação do financiamento do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE Sol) para pessoas físicas e jurídicas. Operados pelo Banco do Nordeste, os recursos da ordem de 3,2 bilhões são voltados para financiar a instalação de placas fotovoltaicas (que convertem a energia do sol em eletricidade) em residências e estabelecimentos comerciais nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país.

Com a facilitação de acesso ao financiamento, o que inclui juros abaixo das taxas praticadas pelo mercado e prazo maior para pagamento, o governo espera que cresça o número de pessoas que geram a própria energia. A expectativa do Ministério da Integração Nacional é que sejam realizadas pelo menos 10 mil operações, ainda este ano.

Para o presidente-executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia, a iniciativa do governo federal é relevante para o setor, uma vez que o acesso ao crédito é o grande gargalo para o avanço da energia solar no país. “Contribui diretamente na redução dos gastos com energia elétrica, geração de empregos de qualidade e com a sustentabilidade ambiental, por ser uma energia limpa”, observa.

Embora seja um país tropical dotado de sol em abundância, atualmente menos de 30 mil unidades consumidoras de energia elétrica, dentre as 82 milhões existentes no Brasil, podem gerar energia solar fotovoltaica – número que corresponde a apenas 0,04% do total.

Hoje, o investimento médio para a instalação das placas em uma residência é de cerca de R$ 15 mil. A boa notícia é que esse valor pode ser recuperado em, aproximadamente, cinco anos – a tecnologia tem vida útil de 25 anos. “O financiamento é muito importante justamente porque nem todo o brasileiro tem esse recurso disponível para investir”, reforça o presidente da Absolar.

Além do Banco do Nordeste, outras instituições financeiras também disponibilizam financiamento para quem deseja instalar energia solar para pessoas físicas e jurídicas. Entre elas estão: Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Caixa Econômica Federal, Santander e Sicredi. Nos sites desses bancos é possível fazer uma simulação dos juros e prazos do empréstimo.

Condições

A linha de crédito do FNE Solar voltada a pessoas físicas possibilita financiamento de até 100% do projeto; prazo de até 72 meses; e carência de até 6 meses. O CORREIO Sustentabilidade realizou a seguinte simulação no site do Banco do Nordeste (https://www.bnb.gov.br/simuladores/energiarenovavel):

Valor do equipamento solar fotovoltaico

R$ 15.000,00;

Pedido de financiamento

 

R$ 15.000,00

Meses de carência

 

6

Número de prestações

 

24

Taxa de juros

 

3,21%

Valor da prestação

 

R$ 1.094,94

Custo efetivo da operação  R$ 26.278,56

Também é possível gerar energia eólica em residências

Se engana quem imagina que não seja possível gerar energia eólica em casa também. Os micro (até 75 kW) e minigeradores (de 75 kW a 5 MW) são sistemas de geração elétrica a partir da força dos ventos com potência suficiente para produzir eletricidade para o abastecimento de pequenos consumidores, como casas, comércios ou, até mesmo, um galpão de uma indústria ou fazenda.

A exemplo do que ocorre com os painéis solares, esses equipamentos também proporcionam economia na conta de luz e benefícios ambientais, uma vez que o vento é fonte renovável. Na Bahia, a Invente Eólica, com sede em Camaçari, fabrica o sistema. “Desenvolvo rotores de eixo vertical [que rodam de forma semelhante a um peão], cuja base é a fibra de vidro. Os demais componentes, como as enzimas, eu compro dos Estados Unidos e da China”, explica o pesquisador Carlos Cardoso, dono da empresa.

O empreendedor observa que basta a residência ser privilegiada em relação a vento e que o investimento é viável.

“Só não dá para instalar em uma região de subsolo. Basta ter boa frequência de vento, o que é muito comum na Bahia, em razão do mar. A partir de R$ 2.000,00 já é possível adquirir um microgerador de 1 kW. Com dois microgeradores (total de 2 kW = R$ 4.000,00) dá para atender ao consumo de uma família de classe média – casal com dois filhos”, exemplifica.

Como ocorre com a microgeração solar fotovoltaica, o sistema eólico de pequeno porte também permite injetar a energia gerada na rede da concessionária por meio de um conversor. Quando não há vento, portanto, a casa segue com eletricidade. O excedente do que é produzido é transformado em créditos na conta de luz, que podem ser utilizados em até 60 dias. Contudo, o financiamento para pessoa física ainda não foi liberado quanto a esse tipo de geração. “Só é aconselhável utilizar o chuveiro elétrico com moderação, porque é o vilão do consumo e da bateria”, sugere Carlos Cardoso.

Conheça 5 passos para instalar energia solar em casa: 

1) Fornecer os dados básicos descritos na conta de luz (endereço, consumo médio, etc) à Coelba;

2) Visita técnica da empresa que vai instalar o sistema (quando necessário);

3) Investimento a partir de R$ 12 mil a R$ 15 mil. O sistema mais completo e potente custa cerca de R$ 25 mil (valor estimado para um casal que consome cerca de 5 mil watts por ano, cerca de R$ 430 mensais);

4) Uma vez comprado o sistema, o consumidor procura a concessionária de energia local e preenche um formulário com alguns dados. Algumas empresas instaladoras realizam esse serviço para o cliente;

5) Depois de instalado o sistema é preciso trocar o relógio de consumo. O novo aparelho, instalado pela Coelba (no caso da Bahia) não traz custo adicional para consumidores residenciais e será bidirecional – ele registrará a energia que entra e a que sai. A partir daí a pessoa passa a receber créditos energéticos pela energia que gera a mais e paga apenas a diferença em relação ao que consumiu. Caso consiga produzir 100% da energia consumida, pagará somente um custo de disponibilidade, uma taxa em torno de R$ 60.

Original: https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/bahia-e-vice-lider-do-nordeste-em-producao-de-energia-pelos-proprios-consumidores/

O Engenheiro da Teto Solare fala sobre Economia de Energia no Programa “Comando da Manhã”

Engenheiro Eletricista da Teto Solare, com o apresentador Gil Porto.

 

O Engenheiro Eletricista da Teto Solare Engenharia, especialista em energia renovável, Hugo Andrade concedeu entrevista para o Programa “Comando da Manhã” na Rádio Timbira – 1290 AM, na quarta-feira (12). Na entrevista, o Engenheiro falou sobre : Economia de Energia e Consumo Consciente. Dicas para a população de como economizar na conta de energia elétrica. Os reajustes na conta de energia elétrica assusta cada vez mais consumidores, que sentem no bolso o peso da tarifa de energia. E para tentar diminuir esse custo, seja na residência ou na empresa, a ordem é cortar os gastos.

 

Segundo nosso especialista, um dos pontos significativos é economizar desde o ato da compra. Ele explica que existem equipamentos que já vem com o selo procel de eficiência, selo que mostra o consumo reduzido da energia, quando comparado a uma outra marca. “Sempre observar as tarjas, por exemplo, tem A,B,C, D e É. O A ele é muito eficiente, o B já consome um pouco mais. Você escolhendo o selo procel, com a tarja A, consequentemente você vai gastar menos energia”, explica Hugo.
Outro fator importante é se atentar para os hábitos do cotidiano, como por exemplo a retirada dos aparelhos das tomadas. “Se você desligar todos eles, quando não tiver utilizando, tirar da tomada, você vai ter uma redução de 12% do valor no final do mês”, disse.

O consumo consciente é fundamental tanto para a redução de custos quanto para preservar o meio ambiente. Economizar e evitar desperdício não são tarefas fáceis, principalmente em determinadas épocas do ano.
Vale ressaltar que entre as contas mais necessárias para o convívio do brasileiro, a de luz é uma das mais importantes. Mas com os aumentos de faturas, o brasileiro deve aprender a economizar cada vez mais. E uma boa solução para não ter que abandonar hábitos que são ligados à eletricidade abruptamente, é o uso da energia solar. Um sistema simples que pode tornar suas contas de energia bem menores, reduzindo o seu gasto em até 95% .

Hugo Andrade, Engenheiro Eletricista – Teto Solare Engenharia.

 

A energia solar é uma solução que beneficia o cidadão comum, o pequeno, o médio e grande empresário, e o País de uma forma geral.  É a produção de energia elétrica através da energia solar. Dessa forma,  as usinas solares tem o poder de gerar energia sozinhas para milhares de consumidores.

“Informar corretamente ao consumidor também vai contribuir para que ele tenha o consumo mais consciente. Se a gente decidir mobilizar outros para fazer um consumo consciente, a gente faz o nosso Estado todo mudar, o mundo todo mudar. Esse é o objetivo da Teto Solare Engenharia, conscientizar o consumidor, a fazer um consumo consciente”, afirmou o engenheiro.

 

 

 

 

 

Santander abre crédito para financiar equipamentos de energia solar

O Banco Santander anunciou nesta terça-feira uma oferta de crédito para financiar equipamentos de energia solar no Brasil para estimular o aumento de fontes renováveis

Em entrevista coletiva em São Paulo, dirigentes da instituição disseram que serão desembolsados R$ 1,8 bilhão em créditos para a geração de energia fotovoltaica até 2021, o que representa um crescimento de 11% para 16% na participação da organização no total de unidades geradoras de energia solar instaladas no Brasil para os próximos três anos.

A partir desta linha de crédito, o banco passa a oferecer financiamento direto nas agências para pessoas físicas, jurídicas e produtores rurais, e não mais apenas na financeira interna da instituição.

“Incluímos a energia renovável na prateleira das ofertas disponíveis nas agências para clientes físicas ou jurídicas, além dos produtores rurais”, afirmou o superintendente executivo de Segmentos do Santander Brasil, Geraldo Rodrigues Neto.

As taxas vão de 0,99% a 1,08%, dependendo da quantidade de parcelas acordadas, valores que mudam para o produtor rural, que pode financiar a 1,12% ao mês semestral ou anualmente, de acordo com o ano safra.

Embora o Brasil seja reconhecido como um dos principais países com capacidade para geração fotovoltaica, ainda produz pouco quando comparado com potências no assunto, como China e Espanha.

Segundo o banco, as taxas aplicadas são menores que as praticadas atualmente, de 1,69% ao mês.

“Temos uma meta ambiciosa de crescimento, porque se trata de um mercado exponencial no Brasil. Mas acreditamos que, com as adequações, vamos contribuir para que um número ainda maior de pessoas e empresas produzam sua própria energia limpa”, Rodrigues Neto.

Neste contexto, o Santander obteve junto à Corporação Andina de Fomendo (CAF), banco de desenvolvimento da América Latina US$ 100 milhões (cerca de R$ 400 milhões) para o financiamento de equipamentos.

A estratégia de captação de recursos fora do país comprova uma tendência do Santander em buscar parcerias para fomentar linhas internas ou com propósitos muito específicos de crédito, como é o caso do projeto de energia solar.

Ao longo dos últimos três anos, o Santander dobrou o número de sistemas fotovoltaicos financiados anualmente e a previsão indicada é de que o ritmo cresça mais veloz a partir desse segundo semestre de 2018.

Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mostram que a energia solar corresponde a apenas 0,7% da matriz elétrica nacional, mas pode ter um salto no número de instalações de 57 mil, em 2018, para 276 mil até 2021.

“Os indicadores mostram que o potencial de crescimento da energia fotovoltaica no Brasil é imenso, e essa ampliação será fundamental para o cumprimento dos compromissos assumidos pelo País no Acordo do Clima de Paris, que incluem assegurar que os 45% de nossa matriz energética será composta por fontes renováveis até 2030”, acrescenta a superintendente executiva de sustentabilidade do banco, Karine Bueno.

Segundo ela, cerca de 60% do volume de negócios em geração de energia solar está concentrado em pessoas jurídicas, enquanto o agronegócio desperta atenção pelo potencial uso de fontes renováveis no campo.

Segundo os dirigentes, o payback do cliente pode ser de quatro a sete anos: “após esse período, o cliente continua a usufruir dos benefícios e da economia proporcionados pela energia solar durante toda a vida útil do equipamento, que é superior a 25 anos, com baixo custo de frequência e manutenção”, reiterou Bueno.

 

Fonte: https://exame.abril.com.br/negocios/santander-abre-credito-para-financiar-equipamentos-de-energia-solar/

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